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Campus Party 2009: a gente não quer só tecnologia; a gente quer tecnologia, diversão e arte 25/01/2009

Posted by juprofeta in Uncategorized.
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Engana-se quem pensa que os participantes da Campus Party estão interessados somente em tecnologia. O grande sucesso de atrações como o “O Teatro Mágico”, “Baque Bolado” e a peça “Deus é um DJ” mostra que os campuseiros estão antenados também no universo cultural. Novidade da segunda edição brasileira, o Sarau Digital tem agitado as noites do evento, com uma programação eclética.
 
Tiago Teles, de 19 anos, diz que veio do interior de São Paulo para a Campus Party pensando só em tecnologia e em games, mas se surpreendeu positivamente com as manifestações culturais. “Tem sido muito legal, porque não fica uma coisa muito monótona, só computador”, comenta o amigo Rodrigo Rezende, de 23 anos. O que mais tem agradado os dois na programação cultural é a apresentação noturna de DJs, como Lalai e Chantelle.
 
Para o baiano Bruno Pinheiro, a leitura dramática da peça “Deus é um DJ” foi a melhor atração cultural da Campus Party até o momento. “Eu trabalho com multimídia para teatro e achei o formato – o texto acompanhado por DJ e VJ – bem interessante. O tema da tecnologia também ajudou a criar uma identificação entre o campuseiros e a peça”, opina ele, que ficou curioso para saber qual seria a opinião dos campuseiros. “Pensei que uma peça talvez não fosse do interesse das pessoas do evento, mas vi que o pessoal entrou no clima e gostou”, diz.
 
Os próprios atores ficaram apreensivos com relação à aceitação do público e satisfeitos com o resultado final. Para Marcos Damigo, um dos atores do espetáculo, atrações culturais ajudam a aliviar as tensões. “Tudo é muito intenso na Campus Party. Momentos mais lúdicos, onde as pessoas podem sentar, relaxar um pouco e interagir, são importantes para jogar outros olhares sobre o mundo que a gente está criando em rede”, comenta.
 
O maracatu, apesar de não muito popular no sudeste brasileiro, também causou frisson na Campus Party. O grupo Baque Bolado conseguiu levar os presentes no palco principal a uma empolgante dança coletiva durante sua apresentação dessa quinta-feira, às 23h. “A gente não está muito acostumado a esse tipo de música, mas foi bem legal porque a galera agitou bastante”, contou Teles.
 
Marco Gomes criou uma ferramenta para publicação de blogs por email. Chamou a invenção de Blin Blin, que na gíria dos rappers significa as jóias, uma referência à possibilidade que os usuários têm de ganhar dinheiro com a ferramenta. Para divulgar sua criação, Gomes trouxe para a Campus Party um grupo de rappers que têm se apresentado espontaneamente em diversos espaços da arena. A aceitação dos campuseiros tem sido ótima. “Há uma grande curiosidade sobre os power breaks”, diz em referência aos movimentos pausados e enérgicos da dança.

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